Espaço urbano, fluxos e direitos: percursos no Elevado João Goulart (Minhocão)

Isabela Oliveira, Álex Kalil, Amanda Gabriela Jesus Amparo, Ana Paula Martins, Denise Santana Zemantaukas, Robson Perez, Vinicius Santos

Resumo


Este artigo apresenta os resultados do laboratório de escrita etnográfica realizado no último ano do curso de Sociologia e Política da FESPSP, na disciplina de Antropologia Urbana. A partir de relatos de campo realizados no entorno do Elevado João Goulart (Minhocão), foi produzida uma etnografia em que se problematizou as noções de direitos, violência e segregação no espaço urbano. Estruturada a partir de seis eixos: 1) identidades e direitos no espaço urbano; 2) desejos, afetos e sociabilidades nos limites do ilícito, imoral e ilegal 3) as instituições e o sagrado; 4) festa, lazer e artes; 5) consumo e pobreza e 6) localidades, fluxos e fronteiras; os relatos de campo buscaram observar diferentes aspectos envolvendo o Minhocão e seu entorno (incluindo a Praça Roosevelt). Inicialmente, observando o contraste da “parte de baixo” e da “parte de cima” do Elevado, o exercício etnográfico partiu da comparação entre os dois contextos problematizando como as políticas públicas e os planos que projetam o futuro do Minhocão (sejam por parte do Estado, seja por parte da sociedade civil e movimentos sociais) tendem a considerar de forma tangencial o que ocorre na parte de baixo desta construção arquitetônica.

Palavras-chave


etnografia; direitos; violência; Elevado João Goulart; Minhocão

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